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Meus queridos irmãos
No artigo de hoje veremos a estreita relação do grande gênio alemão Wolfgang Von Goethe com a inolvidável Ciência Espírita.
Reconhece a crítica literária que na segunda parte do genial poema "Fausto" introduziu Goethe alguns ensinamentos da "ciência espírita". Porque? A resposta se nos afigura evidente: é que a mediunidade só lhe apareceu longos anos mais tarde, quando começou a redigir a segunda parte do "Fausto".
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"Fausto" de Goethe
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Goethe observou os primeiros fenômenos mediúnicos quando estava em plena maturidade intelectual, pois a segunda parte do "Fausto" foi terminada vinte e quatro anos após a publicação da primeira em 1808.
Iniciou-se Goethe nos estudos espirituais através de Laváter e da Sra. De Klettenberg. Motivos para sua iniciação: os fenômenos vividos pelo poeta e sua paixão pelas ciências. Como cientista Goethe é considerado precursor do transformismo de Darwin e Alfred Russel Wallace.
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Sua Antologia Científica
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Os fenômenos observados pelo genial poeta alemão oferecem aspectos curiosos: "Wolfgang Von Goethe, que por uma tarde chuvosa de inverno saíra a passeio com seu amigo Karl, voltava com ele do Belvedère, em Weimar. De repente, o poeta pára, como se estivesse diante de uma aparição e se dispõe a falar-lhe. Karl de nada se apercebera.
Súbito exclama o poeta: "Meu Deus! Se eu não tivesse a certeza de que neste momento meu amigo Frederico está em Frankfurt, juraria que é ele!..." Em seguida solta uma gargalhada: "Mas é ele mesmo! O meu amigo Frederico!... Tu, aqui, em Weimar?! Por Deus meu caro, em que trajes te vejo... Com o chambre... o boné de dormir... Calçando chinelas... Aqui em plena rua?!"
Karl, como ficou dito acima, nada absolutamente via de tudo aquilo e se espantou, crente de que o poeta fora atacado de repentina loucura. Goethe, porém, preocupado tão só com a sua visão, exclama, abrindo os braços: "Frederico! Onde te metestes? Grande Deus! Meu querido Karl, não vistes onde se meteu a pessoa que acabamos de encontrar?"
Karl, estupefacto, não respondeu. Então, o poeta, depois de dirigir o olhar para todos os lados, diz em tom de quem divaga: "Ah! Sim, compreendo... Foi uma visão... Qual, no entanto, será a significação de tudo isto? Teria meu amigo morrido repentinamente? Seria seu espírito o que vi?..."
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Goethe na Juventude
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Dentro em pouco Goethe chegava a casa e lá encontrou Frederico. Os cabelos se lhe eriçaram. "Afasta-te fantasma!" Bradou, recuando, pálido como um cadáver. "Então, meu caro, respondeu Frederico, é esse o acolhimento que dispensas ao teu mais fiel amigo?" "Ah! Exclamou o poeta a rir e a chorar ao mesmo tempo: Agora sim, vejo que não é um espírito, mas um ser de carne e osso!" E os dois se abraçaram efusivamente.
Frederico chegara todo molhado da chuva à casa de Goethe e vestira as roupas de dormir do amigo. A seguir, adormecera numa poltrona e sonhara que fora ao encontro do poeta e que este o interpelara assim: "Tu aqui em Weimar?!". Desde esse dia, o grande poeta acreditou noutra vida após a terrena.
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Goethe
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Que o poeta passou a crer na reencarnação não há dúvida, ele mesmo nos confessa numa poesia dirigida à sua amiga a Sra. Von Stein: "Dize-me o que nos reserva o destino? Por que nos ligou ele tão estreitamente um ao outro? Ah! Tu deves ter sido em tempos longínquos minha irmã ou minha esposa... E de todo este passado só resta uma reminiscência de antiga verdade sempre presente em mim!".
Há quem julgue que Goethe, ao escrever a segunda parte de "Fausto" ele o fez, apenas, dando asas à imaginação... Nada mais falso! É sabido que o maior escritor alemão, e um dos maiores do mundo, jamais separou de sua obra sua imensa experiência; a fantasia, Goethe sempre a colocou em plano inferior - não obstante, poeta! Esse critério por certo, é devido às suas atividades no campo árido das ciências naturais.
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Meus queridos amigos, não concluiremos esse artigo sem afirmar que Leon Denis ("No Invisível", edição da FEB) afirma que Goethe, era médium e que "seus mais belos pensamentos não eram de sua própria criação: ocorriam-lhe tão rapidamente, e com tal energia, que ele tinha dificuldade em apreendê-los com suficiente presteza para os transcrever".
Vemos que no "Fausto" entram dados da célebre lenda e recordações de fatos mediúnicos vividos por Goethe, formando um todo harmônico. Quando a crítica materialista não sabe explicar certos fatos os atribui à imaginação!
Para nós, Wolfgang Von Goethe era bafejado pelas "Línguas de Fogo", tamanha a sua estupenda inspiração superior!
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VIDEOTEMA DE BRUNO TAVARES
(ROBERT SCHUMANN - "FAUSTO" DE GOETHE)
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No artigo de hoje falaremos sobre um caso recente de um gênio precoce da pintura, de uma menina prodígio linda e de seu amor por Deus.
Veremos a bondade personificada numa criança a dizer: "Eu oro e espero uma resposta através de pinturas, palavras ou idéias... Meu maior desejo é que todos amem a Deus e uns aos outros".
Quadro de Akiane
Akiane Kramarik é uma linda menina norte-americana de 12 anos. Apesar da pouca idade, vem chamando a atenção da mídia do mundo inteiro pela grande qualidade de suas pinturas, poesias e desenhos.
Em função da fama, seus quadros são comercializados por milhares de dólares e parte da arrecadação é revertida em doações a instituições de caridade.
Essa medida foi tomada e considerada irredutível pela própria Akiane.
Quadro de Akiane
Akiane, que possui inteligência incomum, é poliglota, fala russo, lituano, inglês e também se comunica via linguagem de sinais.
Como uma autêntica médium, esse espírito de escol afirma que toda sua técnica e inspiração superior vêm do alto por meio de sonhos e visões.
"Eu oro e espero uma resposta...", afirma cheia de fé e confiança, Akiane.
Aos 4 anos vivenciou uma experiência espiritual que mudou radicalmente sua vida e de sua família, até então materialista e atéia.
Na oportunidade, começou a desenhar, tempos depois, aos seis anos, já pintava com acurada habilidade e aos 7 escrevia belas poesias que raramente precisavam de correções gramaticais ou ortográficas.
Além de pintar e escrever gosta de arte, xadrez, piano, leitura, e gosta também, claro, sua ocupação preferida, de ajudar o próximo.
Quadro de Akiane
Akiane tem uma predileção toda especial e particular por duas pinturas suas: o desenho de sua avó feito aos 5 anos e a pintura de Jesus feita quando tinha 9 anos de idade.
Akiane levanta praticamente todos os dias às 4 horas da madrugada para orar e posteriormente pintar.
Ela mesma descreve sua rotina: "Todas as manhãs e todas as noites, converso com Deus. É como se fosse uma voz na minha mente conversando comigo".
Akiane com um dos seus quadros preferidos - Jesus
Quadro de Akiane
Meus queridos amigos, sem dúvida alguma o caso de Akiane, a menina prodígio-pintora, como é reconhecida pela mídia internacional, mormente a americana, reflete a incontestável verdade em torno da reencarnação.
A reencarnação, que é um dos princípios básicos da nossa venerável Doutrina Espírita, fortaleza inexpugnável e fiel sustentáculo para as nossas dúvidas e fraquezas.
A reencarnação que é a chave da vida e da morte, palavra divina que erguerá os povos para um novo tempo!
Quadro de Akiane
Nós, adeptos do Espiritismo, torcemos, do mais profundo recôndito dos nossos corações, para que mais esse exemplo, disponibilizado com tanto amor aos homens pela providência divina, sirva de meditação e reflexão para a urgente valoração das coisas espirituais.
Akiane Kramarik, um verdadeiro anjo que, veio de um plano espiritual superior elevadíssimo para iluminar a noite das artes que ainda vige na terra.
Akiane Kramarik, uma carta de Deus aos homens!
Auto-retrato de Akiane
VIDEOTEMA DE BRUNO TAVARES
(AKIANE KRAMARIK- A MENINA PRODÍGIO)
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No artigo de hoje falaremos sobre um grande brasileiro: o autor de "Grande Sertão: Veredas", João Guimarães Rosa.
Neste intróito, lembremos um pensamento seu: "Tudo isto é verdade. Dobremos em silêncio!" (Guimarães Rosa).
Guimarães Rosa, autor de "Grande Sertão: Veredas" e outras obras também lançadas nos Estados Unidos e países europeus, surpreendeu seus leitores ao confessar pelas colunas do jornal "O Estado de Minas" (edição de 26 de novembro de 1967) que as histórias de seus livros lhe chegavam por via supranormal. E mais: que era dado a outros fenômenos, tais como o sonho premonitório e a telepatia. Mas deixemos que ele próprio relate:
"Tenho que segredar que - embora por formação ou índole oponha escrúpulo crítico a fenômenos paranormais e em princípio rechace a experimentação metapsíquica - minha vida sempre e cedo se teceu de sutil gênero de fatos. Sonhos premonitórios, telepatia, intuições, séries encadeadas fortuitas, toda a sorte de avisos e pressentimentos. Dada às vezes, a chance de topar, sem busca, pessoas, coisas e informações urgentemente necessárias.
João Guimarães Rosa
"No plano da arte e criação - já de si em boa parte subliminar ou supraconsciente, entremeando-se no bojo dos mistérios e equivalente às vezes quase à reza - decerto se propõem mais essas manifestações. Talvez seja correto eu confessar que as estórias que apanho diferem entre si no modo de surgir.
"A Buriti (NOITES DO SERTÃO), por exemplo, quase inteira, "assisti", em 1948, num sonho duas noites repetido. Conversa de Bois (SAGARANA), recebi-a, em amanhecer de sábado, substituindo-se a penosa versão diversa, apenas também sobre viagem de carro de bois e que eu considerara como definitiva ao ir dormir na sexta. A Terceira Margem do Rio (PRIMEIRAS ESTÓRIAS) veio-me, na rua, em inspiração pronta e brusca, tão "de fora", que instintivamente levantei as mãos para "pegá-la" como se fosse uma bola vindo ao gol e eu o goleiro.
"Campo Geral (MIGUILLIM E MANUELZÃO) foi caindo já feita no papel. O tema de O Recado do Morro (NO URUBUQUAQUÁ, NO PINHÉM) se formou aos poucos, em 1950, no estrangeiro, avançando somente quando a saudade me obrigava, sob razoável ação do vinho e do conhaque. Quanto ao GRANDE SERTÃO: VEREDAS, forte coisa e comprida demais seria tentar fazer crer como foi ditado, sustentado e protegido - por forças ou correntes muito estranhas.
"Tudo isto é a mais pura das verdades. Dobremos em silêncio! (Guimarães Rosa)".
Guimarães Rosa na Fazenda
A vida de Guimarães Rosa sempre esteve envolvida por uma "NÉVOA MEDIÚNICA". Eleito para a Academia Brasileira de Letras em 12 de Agosto de 1963 adiou inúmeras vezes o dia da posse, pois tinha o forte pressentimento de que em seguida desencarnaria conforme contara ao historiador Afonso Arinos de Melo Franco.
Mas a verdade é que entre os seus íntimos, corria que ele receava morrer quando se empossasse. Morrer em plena sessão da Academia como sucedera a Roberto Simonsen. Diziam também que, dado às ciências ocultas, ele esperava conjunções de órbitas astrais favoráveis, acorde benigno de certas datas, dias e meses, a fim de decidir. Os meses foram correndo. Ás vezes ele adiava, porque a fase do ano era de calor e o fardão era insuportável em noite quente.
Guimarães Rosa assinando o termo de posse na ABL
Certa vez, na Academia, perguntaram-lhe por que não tomava posse em sessão ordinária, uma vez que não havia proibição estatutária para tal. Estariam presentes apenas os acadêmicos na sala do primeiro andar, os discursos seriam publicados depois. Rosa não concordou.
É como dizia o grande Blaise Pascal: "O coração tem razões que a razão desconhece!". O genial Guimarães Rosa na verdade estava, de forma inigualável e bela, sendo preparado para deixar esse mundo e retornar ao mundo da "Idéia Pura", ao mundo dos "Supremos Ideais".
Meus queridos amigos, na noite de 16 de novembro de 1967 (data da posse), com o salão repleto, apesar da forte chuva que caía na cidade, leu o discurso com perfeita dicção, voz pausada, ritmo perfeitamente certo. Tinha ensaiado perfeitamente.
Mas, no fecho, quando leu aquelas últimas, admiráveis e misteriosas linhas sobre a morte, perdeu quase o fôlego. Sentia-se que chorava por dentro. Mas chorava o que? A própria morte que sentia chegar em pouco. "O mundo é mágico!", como disse ele no fim.
Guimarães Rosa chorava, fatalmente, sua própria morte. Tomou posse na Academia Brasileira de Letras no dia 16 de novembro de 1967, e três dias depois, veio a desencarnar, conforme previra!
O Grande Discurso de Guimarães Rosa
VIDEOTEMA DE BRUNO TAVARES
( JOÃO GUIMARÃES ROSA )
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Meus queridos irmãos
Nessa semana em que comemoramos a data de nascimento de Francisco de Assis, em 4 de outubro, eis aqui a nossa singela homenagem, a este espírito que mais que ele só amamos a Jesus!
Escolhi um sistema de narrativa diferente para falar de Pai Francisco de coração para coração... E peço que vocês me acompanhem pacientemente...
Francisco, encontramo-te aos 17 anos, boêmio, seresteiro (a tocar na janela de Clara), rico, bonito e vestido de seda pura. Quando um dia encontraste Frei Leão que perguntou-te: - Francisco foi para isto que vieste ?
Aí percebeste o vazio da tua existência, vindo o desequilíbrio, a obsessão, as febres...
Três sonhos foram capitais naquele momento, para ti meu amigo.
O PRIMEIRO SONHO > Jesus a dizer-te: - Reconstrói a igreja. E na tua ingenuidade, foste reformar a igrejinha de São Damiano.
A Igrejinha de São Damiano
O SEGUNDO SONHO > Jesus a dizer-te: - Reconstrói a minha igreja Francisco. Compreendeste enfim que era a Igreja Espiritual, a que Jesus se referia.
O TERCEIRO SONHO > Papa Inocêncio III, sonha contigo sustentando a nave gestatória do vaticano nos braços, simbolizando a tua Missão na face daTerra, a qual aceitas agora incontinenti.
Teu pai ameaça deserdá-lo e tu te antecipas... Tiras a roupa ficando totalmente nu no átrio da igreja, e deixas até o nome de Bernadone, passando a chamar-te apenas Francisco de Assis.
Oh, meu amigo ! Na tua maior dor, renuncias ao amor de Clara.
(- Cantarei agora na janela de Deus!)
Quando a vistes de novo, num domingo de primavera, linda, toda de branco, radiante, quase fraquejaste.
(- Eu conheço o perfume de uma amendoeira na primavera!)
Vejo deslumbrado surgir então, o Super-homem, o biótipo da Super-Consciência!
Formas naquele instante a tua equipe inesquecível : Bernardo, Masseu, João de Capela, Leão, Silvestre, Elias, Egídio, Lucídio, Genebro, Giovanni, Rufino, Ângelo, Ricério, Pietro, Sebatino e Antônio.
Todos jovenzinhos como tu, a sair para a grande conquista do Reino de Deus, na terra virgem dos corações humanos !
Ouço-te chamar a natureza de irmã. Irmão sol... Irmã lua...
E vejo-te pregar o Evangelho até para os peixes e para os pássaros !
No Monte Alverne, Frei Leão escondido, observa o teu encontro com Jesus, onde num fenômeno de ideoplastia, recebes os estigmas do Cristo e pronuncias a tua estupenda Oração do Amor :
Senhor, Fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé; Onde houver erro, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado; compreender que ser compreendido; amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna.
Quando Pietro Ubaldi (o teu Frei Leão reencarnado) encontrou Chico Xavier em Pedro Leopoldo, soube que apareceste a ambos, abençoando o ambiente, na companhia ainda, do teu velho amigo o lobinho de Gúbio
Pietro Ubaldi e Chico Xavier
Francisco, nos deixastes três votos : pobreza, obediência e castidade.
Mas o legado maior que deixaste-nos foi o teu amor à vida e aos seres.
Foi o teu amor a Deus!
Meu querido Pai Francisco, não sou franciscano por voto, mas por alma!
Amo-te profundamente...
Meu poverello...
Meu pobrezinho!
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Meus queridos irmãos
Salve o 3 de Outubro! Viva Allan Kardec!
No artigo de hoje, homenagearemos o Codificador do Espiritismo na sua data de nascimento. Ele que foi o Missionário da Terceira Revelação, o Embaixador do Cristo na Terra.
Seria muito fácil para nós, homenagearmos um homem, atendo-nos apenas aos fatos de sua encarnação presente. Mas a empreitada torna-se dificílima quando se trata de homenagear o espírito imortal; e mais ainda, quando este traz a investidura de uma Missão dada por Deus!
Hegel, o grande pensador e filósofo alemão, assim conceitua os grandes homens: "- Os homens comuns são medidos dos pés à cabeça, agora os grandes homens, são medidos da cabeça para cima, pela grandeza de seus ideais!".
Allan Kardec está indubitavelmente, nesta estirpe de homens. Mas uma Missão dessa natureza, desse quilate, prepara-se em várias reencarnações, em várias migrações , em várias romagens evolutivas. Kardec fora sacerdote druida nas Gálias, juntamente com Léon Denis, que também vivera entre o povo Celta. Eram velhos amigos, de um passado cuja bruma se perde na noite dos tempos.
Tanto assim, que quando o espírito La Vérité, anuncia a sua Missão ao Prof. Rivail, adverte-o: "- Se não aceitares, outro assumirá a tarefa, porque os desígnios de Deus não repousam sobre a cabeça de um só homem". Léon Denis, outro velho celta reencarnado, estava bem ali, podendo assumir a Missão, se assim fosse necessário. Mas quem assume o comando com total galhardia é o velho sacerdote druida Allan Kardec (aliás, nome que lhe pertencera naquela encarnação, enquanto sacerdote nas Gálias).
Através da revelação dos espíritos Humberto de Campos (por Chico Xavier) e Vianna de Carvalho (por Divaldo Franco), sabemos que Kardec na época da Reforma Protestante, fora o reformador tcheco Jan Hus. Jan Hus viveu no século XV, fora discípulo de Wyclif (o futuro Léon Denis), um dos que detonaram a Reforma que abalaria os alicerces da Igreja. As prédicas de Jan Hus, na Capela de Praga na Boêmia, primavam sempre pela clareza, pela lógica, pela argumentação; combatendo os desmandos da igreja e a imoralidade da venda das indulgências.
Quando numa trama torpe, o cardeal Segismundo o convida para um concílio, e ele foi. Era uma armadilha. Foi preso no Castelo de Gottlieben e condenado à fogueira. E para escárnio, nu. Não bastava matar o homem, era necessário desmoralizá-lo. Antes de morrer, corajosamente ele afirma a seus carrascos: "- Hoje assais o pato (numa alusão ao nome Hus), mas amanhã virá um Cisne de Luz, que voará tão alto que vossas labaredas não o alcançarão! (premonição de sua futura reencarnação como codificador do Espiritismo)".
Assim morria segundo os historiadores, aquela alma sensível, piedosa, honesta; que preferia o Evangelho às convenções. Agora, mata-se o homem, mas não a idéia. Com o martírio, Jan Hus canditata-se a uma Missão maior ainda!
Jan Hus
Conhecedores da bagagem multissecular deste grandioso espírito adentraremos então à sua formação humanistíca, agora da sua existência enquanto Hippolyte Léon Denizard Rivail. O menino Rivail nasceu em Lyon (cidade dos mártires), aos 3 de outubro de 1804. Nasceu numa família de magistrados. Seus pais foram Jean Baptiste Rivail e Louise Jeane Duhamel. Rivail foi uma criança tímida, pacata e muito introvertida. É que a infância de um ser superior é muito diversa da infância do futuro devoto do sexo e do dinheiro.
Aos 10 anos de idade, seus pais o levaram à Suíça, para estudar com o notável educador Johann Heinrich Pestalozzi em Iverdun. Foi em Iverdun onde Fröebel (admirável colaborador de Pestalozzi), lançou para o mundo a sua sublime concepção dos Jardins da Infância. Essa concepção marcaria de forma indelével, toda a educação de uma época da história da humanidade. Rivail mais tarde, já um eminente professor, auxiliará Pestalozzi nas aulas e atividades do instituto, sendo considerado por todos como um mestre amigo de seus alunos.
Volta a Paris, onde divulga por toda a França, o extraordinário método pestalozziano de ensino. O professor Rivail era poliglota; além do francês falava com total domínio, o alemão, o holandês e o sueco. Era um espírito cosmopolita, com a plena abrangência de seu conhecimento universal.
Pestalozzi
Quando certo dia, Rivail sentiu-se dominado por uma emoção diferente. Toda uma energia maravilhosa e desconhecida invadiu e penetrou o mais profundo recôndito do seu ser. O nome desse sentimento: O Amor! Rivail se apaixona pala jovem de estilo mion, Amelie Gabrielle Boudet. Era verdadeiramente um encontro de almas. Um reencontro!
Amelie também era educadora, e poetisa admirada por toda Paris. Ela logo se fez notar pelo jovem prof. Rivail, a quem reconheceu de imediato ser um homem verdadeiramente superior. Casam-se em 1832. E de acordo com a programação adrede preparada, nas dimensões superiores da vida, não tiveram filhos. Dedicaram-se de corpo e alma, ao trabalho ingente da educação da nacionalidade francesa; apresentando projetos decisivos, que influenciaram sobremaneira a educação de seu país.
Meus queridos amigos, mais tarde Allan Kardec, já como codificador do espiritismo, irá contar com a colaboração inestimável e imprescindível de Amelie Boudet. Ela será chamada também, a exercer destacada influência nos faustos do Espiritismo. E Amelie não faltará com a sua coragem e sua determinação feminil superior!
Continuemos abaixo. agora veremos Allan Kardec na sua grande obra do Pentateuco Espírita, onde fica patente de uma vez por todas a genialidade desse Homem-Luz!
Na América do Norte aconteciam os fenômenos de Hydesville, seguidos pelo boom das mesas girantes na Europa, distraindo a burguesia nos boulevards de Paris.
Zombaram das mesas girantes, mas não zombariam de toda uma filosofia que dali surgiria. Da diversão ao estudo sério, tudo começou por ti.
Lembro-me que quando o teu amigo o Sr. Fortier, fala-te pela primeira vez daqueles fenômenos, respondestes a ele da seguinte forma: "- Se me provares que uma mesa tem cérebro para pensar e sistema nervoso para sentir aceitarei os fenômenos. Até lá permita-me acreditar que tudo isso não passa de uma mera superstição!".
Mas um Espírito-Líder quando está pronto, a mão de Deus o pega e projeta-o para sua tarefa, para realizar o seu fanal! E das suas pesquisas, querido mestre, de toda aquela fenomenologia extraordinária, surge em Paris, Cidade-Luz, aos 18 de abril de 1857, O Livro dos Espíritos.
Esta é a data máxima; a certidão de nascimento da Doutrina Espírita: 18 de abril de 1857!
Grandes precursores de todo esse movimento, foram os médiuns Andrew Jackson Davis (na América) e Emmanuel Swedenbörg (na Europa); mas tu inegavelmente, foste o primeiro teórico da Doutrina Espírita.A tua introdução de O Livro dos Espíritos, é uma obra prima de concisão e de lógica, verdadeiro modelo expresso de fé raciocinada!
O teu método foi e permanece insuperável:
- Preferível recusar 10 verdades a aceitar um erro.
- Desconfiar das idéias sistemáticas e dos sistemas estranhos.
- A verdadeira Doutrina Espírita está no ensino coletivo e concordante dos espíritos.
E daí construístes a estrutura granítica da codificação espírita. Surge na Terra o Pentateuco Kardequiano; 5 tochas acesas, a iluminar a humanidade para todo o sempre!
Eis O Pentateuco-Luz :
- O Livro dos Espíritos (1857) > Resume a Filosofia Espírita.
- O Livro dos Médiuns (1861) > Trata de toda a Parte Experimental da Doutrina Espírita.
- O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864) > Traz o Aspecto Religioso e as Consequências Morais.
O Céu e o Inferno (1865) > Explica a Justiça de Deus através da Reencarnação.
A Gênese (1868) > Sobre a Ciência Espírita, as Curas e as Predições.
Mas o teu trabalho, caro mestre, não resumia-se apenas ao do pensador. Era necessário ir ao campo da luta; e fostes usando armas inolvidáveis! Com a tua retórica esplêndida, enfrentas como um Hércules os ataques dos adversários do Espiritismo; aquilo que chamavas de as diatribes dos inimigos da causa.
A tua correspondência foi um vasto campo experimental, verdadeiro termômetro do movimento espírita nascente; levando-te a criar em 1 de Janeiro de 1858, a célebre Revue Spirite, para responderes de forma mais premente aos teus leitores do mundo inteiro.
Fundastes também nessa mesma época, em 1 de Abril de 1858, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, verdadeiro laboratório do mundo invisível, que foi então o acampamento das Potestades Espirituais na face da Terra !
As reuniões da SPEE eram mais importantes que uma reunião da NASA, porque eram os homens sem corpos que voltavam do Rio do Acheronte (da tradição egípcia), da terceira dimensão, para entregarem a humanidade o passaporte da sua imortalidade plena!
Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas
Reúnes ali, as tuas antigas fadas druidesas, sacerdotisas que reencarnaram para o trabalho ingente da Terceira Revelação. Eram elas: as irmãs Boudin, a Sra. Amelie Collignon, Aline Carlotti, Ermance Dufaux, Mdme. Roger...
E para coroar todo o seu trabalho missionário, como um verdadeiro Paulo de Tarso moderno, realizas as tuas famosas Viagens Espíritas, fazendo um verdadeiro périplo, um tour espiritual notável, passando por Sens, Lyon, Bordeaux, percorrendo toda a região do Havre indo até Bruxelas, na Bélgica. Fincando definitivamente a bandeira do Espiritismo no mundo!
Oh, revoir maître Allan Kardec, merci pour tout! (Oh, adeus mestre Allan Kardec, obrigado por tudo!)
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Grande abraço, Deus nos abençoe.
Bruno Tavares
VIDEOTEMA DO ARTIGO
(ALLAN KARDEC - TODAS AS PARTES AQUI)
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