No artigo de hoje, por vez primeira, cedemos o nosso espaço para que um grande amigo possa tecer suas considerações sobre o carnaval.
Este grande amigo de todos nós é, ninguém mais ninguém menos que o nosso Emmanuel, o preclaro orientador espiritual, que numa psicografia antológica recebida por Francisco Cândido Xavier fecha a questão de forma sublime, clara e irrespondível.
Vejamos o texto na íntegra:
Emmanuel
CARNAVAL
Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências nas festas carnavalescas.
É lamentável que na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização.
Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, burilam-lhes o caráter e os sentimentos prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.
Há nesses momentos de indisciplina sentimental Largo Acesso das Forças das Trevas nos corações e, às vezes uma existência não basta para realizar os reparos precisos, de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.
É estranho que as administrações e elementos do governo colaborem para que se intensifiquem a longa série de lastimáveis desvios de espíritos fracos, cujo caráter ainda aguarda o toque miraculoso da dor para aprenderem as grandes verdades.
Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se acentue o esquecimento de obrigações sagradas por parte de almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.
Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.
Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam:
* Os leprosos, * Os cegos, * As crianças abandonadas, * As mães aflitas e sofredoras.
Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem?
Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstituir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.
É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado, junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado de sua miséria moral.
Emmanuel / Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier
Abençoe-nos Jesus, O Amigo Incondicional de Nossas Vidas!
Muita Paz!
Bruno.
( Novos Artigos sempre às Quartas-feiras e aos Sábados )
No artigo de hoje, quando já se escuta falar tanto sobre o carnaval, faremos uma menção ao grande ícone do samba, Noel Rosa.
Mas vislumbraremos o grande "Poeta da Vila", já na sua condição de espírito desencarnado, trazendo uma lição para todos nós.
Noel Rosa O Poeta da Vila
Talvez poucos tenham percebido que no sexto capítulo do livro NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA, psicografado pelo médium Divaldo Pereira Franco, o espírito Manoel Philomeno de Miranda teve a feliz oportunidade de entrevistar o saudoso compositor Noel Rosa - O Poeta da Vila.
Nessa entrevista, o espírito Miranda colheu valiosas informações edificantes para todos nós, além de muito oportunas.
Espírito Manoel Philomenno de Miranda
Para sua surpresa, Miranda encontrou-o no trabalho anônimo, entre as equipes espirituais que buscavam socorrer e amparar aqueles que, incautos, se deixavam arrastar pelos desequilíbrios oriundos do Carnaval.
Miranda interrogou-o como conciliava sua posição de ex-sambista, quando na terra, com a atual tarefa de socorro aos carnavalescos.
Respondeu o poeta que, em realidade, suas musicas eram a canção dos tristes, dos desalentados, dos fracassados do mundo, sedentos de amor, mas sem condições morais de vivê-lo nos padrões éticos do bem e da verdadeira estima.
Não se reconhecia um infelicitador. Apenas sonhava poder contribuir um pouco para a alegria legítima, embora a sordidez e a sombra dos ambientes que freqüentava e aos quais de alguma sorte se vinculou.
Conduzindo recalques e complexos, desencarnou cedo, aportando no mundo espiritual com a mesma sede de amar.
Contudo, reflexionou, resgatado pela Misericórdia Divina para ambientes de renovação e paz.
No mundo espiritual, Noel Rosa compreendeu as sublimes finalidades da vida, porém entendendo que as oportunidades concedidas pelo Pai são infinitas.
Por isso ali estava no trabalho da caridade, compondo canções de fraternidade em forma de socorro e sustento para os aflitos e equivocados.
Finalizando a entrevista, afirmou: "O Carnaval, para mim é passado de dor, e a caridade, hoje, é-me festa de todo dia, qual primavera que surge após inverno demorado e sombrio".
Abraçando Miranda, despediu-se comovido, seguindo para a tarefa que o aguardava, enquanto o Mentor amigo ficou a refletir, como todos nós, sobre a grandeza e a beleza desse testemunho!
Vai Noel, Deus te abençoe... Abençoe a tua alma de poeta!
*
Abençoe-nos Jesus, O Amigo Incondicional de Nossas Vidas!
Muita Paz!
Bruno.
( Novos Artigos sempre às Quartas-feiras e aos Sábados )
No artigo de hoje venho responder a uma pergunta recorrente que me foi feita em todas as instituições espíritas pelas quais passei durante o mês de janeiro.
- Deve haver reunião espírita nos dias de carnaval?
- Será se não faz mal realizar reunião mediúnica durante o carnaval?
- Nos dias de carnaval, com o ambiente tão pesado, não seria melhor fechar o Centro Espírita?
O Ambiente de Carnaval
As perguntas se sucedem. Ante a resposta afirmativa de que o Centro não deve fechar, de que as reuniões devem realizar-se normalmente, seja em que dia for, durante todo o ano, alguns se espantam.
E opinam que em certas datas melhor seria que o Centro Espírita cerrasse as suas portas, seja para dar descanso aos que dirigem as reuniões, seja por prudência ante o ambiente conturbado.
Crêem alguns que os dias de carnaval não são propícios para a realização das reuniões mediúnicas. De fato, nestes dias, o ambiente espiritual apresenta-se perturbado. Paira no ar, e é fácil sentir, um frenesi, essa excitação quase geral que envolve as pessoas, contagiando adultos e crianças.
Realmente, a psicosfera torna-se densa, impregnada de vibrações de baixo teor. Mas, nem todos aderem a esses folguedos. Milhões de pessoas fogem da algazarra e do barulho. Outros religiosos permanecem em retiros onde se cultiva a oração e a meditação.
Seminário Espírita durante o Carnaval
O Centro Espírita, de amor e caridade, onde se trabalha com seriedade e abnegação, buscando-se a vivência dos postulados da Codificação Kardequiana, tem defesas magnéticas que o preserva, garantindo o ambiente espiritual.
Estas defesas são permanentes, desde que, é evidente, sejam mantidas, pelos dirigentes e responsáveis encarnados, as diretrizes de amor e caridade, o desinteresse e a seriedade em todos os trabalhos.
Espíritas em reunião com Divaldo Franco
Julgar que a psicosfera da cidade, por estar conturbada, irá afetar a ambiência do Centro Espírita é duvidar da capacidade dos Mentores que aí trabalham e dos cuidados do Plano Espiritual Superior.
Vejamos o que nos diz Manoel Philomeno de Miranda em seu livro NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA:
"Nestes dias, nos quais são maiores e mais frequentes os infortúnios, os insucessos, os sofrimentos, é que se deve estar a postos no Lar da Caridade, a fim de se poder ministrar socorro.
Por fim, quanto às vibrações serem mais perniciosas em dias deste porte, não há dúvida. A providência a ser tomada deve constituir-se de reforço de valor e de energias salutares para enfrentar-se a situação.
O médico não teme contágio do enfermo porque sabe defender-se; o sábio não receia o ignorante, porque sabe esclarecê-lo...
Ora, o espírita realmente consciente, que não se apóia em mecanismos desculpistas, enfrenta as vibrações de teor baixo, armado do escudo da caridade e protegido pela superior inspiração que haure na prece, partindo para o serviço no lugar em que se faz necessário, onde dele precisam".
É natural que os trabalhadores encarnados necessitem de um período de férias para refazimento de suas energias. Entretanto, a idéia de férias coletivas e consequente fechamento do Centro Espírita por algum tempo é inadmissível.
Não se deve fechar um Templo ou um Hospital. E muito menos uma Casa Espírita. Isto se desejarmos que ela se torne farol a clarear as trevas, um posto de socorro para encarnados e desencarnados.
O Centro Espírita é Templo e Lar, Hospital e Escola. Os seus trabalhos, bem o sabemos, transcendem aqueles que são efetuados na esfera física.
Qualquer interrupção destas tarefas no plano dos encarnados acarreta prejuízos e evidencia despreparo da equipe terrena para maiores responsabilidades.
É ainda a palavra de Manoel Philomeno de Miranda, na obra já citada, que transcrevemos, a respeito do assunto:
"Alguns afirmam a necessidade de cerrar-se as portas das Sociedades Espíritas nos primeiros meses do ano, sob a alegação de férias coletivas, palavra que aqui não tem qualquer sentido positivo ou útil, já que o trabalho para nós tem primazia, no próprio conceito do Mestre Jesus, quando afirma: "Meu Pai até hoje trabalha e eu também trabalho."
Sempre haverá, no entanto, aqueles que permanecem e podem prosseguir sustentando, pelo menos, algumas atividades na Casa Espírita, que deve permanecer oferecendo ajuda e esclarecimentos, educando almas pela divulgação dos princípios e conceitos doutrinários.
Meus queridos amigos, nesta época atual, quando há tanta violência, quando mais extremas se tornam as necessidades humanas, o ideal seria cogitarmos de abrir as portas de nossas Casas Espíritas por mais tempo, em mais horários, criando-se plantões diários para atendimento espiritual, aumentando o número de reuniões de estudo doutrinário, de desobsessão, etc...
Que os Centros Espíritas espalhados pelo Brasil prossigam em sua abençoada tarefa de difundir a Doutrina Espírita, esclarecendo e libertando consciências, preparando a farta messe do futuro, sem solução de continuidade...
Porque como dizia Jesus: "Não se pode servir a Deus e a Mamon"!
Abençoe-nos Jesus, O Amigo Incondicional de Nossas Vidas!
Muita Paz!
Bruno.
( Novos Artigos sempre às Quartas-feiras e aos Sábados )
No artigo de hoje prestaremos homenagem àquele que foi o maior pesquisador e historiador espírita do Brasil: Dr. Silvino Canuto Abreu.
Canuto Abreu nasceu em Taubaté, Estado de São Paulo, no dia 19 de Janeiro de 1892 e desencarnou em São Paulo, no dia 2 de maio de 1980.
Formou-se em Farmácia aos 17 anos de idade, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, na qual também concluiu, em 1923, o curso de Medicina. Bacharelou-se em Direito pela antiga Escola de Ciências Jurídicas e Sociais, depois Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, no ano de 1916.
No campo jurídico, começou a advogar aos 22 anos de idade, no contencioso do Banco Hipotecário do Brasil e da “Caisse Commerciale et Industrielle de Paris“. Especializou-se em Direito Comercial, Assuntos Bancários e Econômicos, trabalhando no Banco do Brasil e outros até 1932.
Desempenhou vários encargos particulares do Governo Federal. Esteve no Extremo Oriente cerca de um ano, estudando in loco assuntos pertinentes à imigração oriental para o Brasil. Foi autor do projeto do Banco do Brasil “Comissão do Açúcar”, mais tarde transformado no “Instituto do Açúcar”.
No campo da Medicina, cuja ciência sempre estudou e amou, escreveu inúmeros artigos publicados entre 1925 e 1930, emitindo idéias com referência à Medicina Social. Foi fundador e presidente da Associação Paulista de Homeopatia. Como clínico, jamais aceitou qualquer retribuição direta ou indireta de seus serviços médicos.
Foi membro de várias entidades assistenciais e vicentinas, dedicou-se com afinco ao trabalho em prol da criança abandonada. Fundou no Rio de Janeiro, com outros beneméritos, alguns orfanatos. Tornou-se colaborador a partir de 1934, quando passou a residir em São Paulo, da Associação Feminina Beneficente e Instrutiva, uma das mais antigas instituições de assistência à infância em nosso Estado (fundada em 1901 por Anália Franco).
Juntamente com a Diretora Geral, Cleo Duarte, empreendeu reformas e construções importantes, fazendo dos internatos, Anália Franco para meninos e Eleonora Cintra para meninas, dois estabelecimentos únicos com capacidade para mais de 300 crianças.
Na esfera teológica, empolgado desde os 18 anos pelos estudos bíblicos, empreendeu entre outros trabalhos, a versão direta dos Evangelhos gregos, tomando por base o mais antigo manuscrito do Novo Testamento, até a época. Pesquisou nas Bibliotecas do Museu Britânico, Biblioteca do Vaticano, Biblioteca Nacional de Paris.
Dr. Canuto logo cedo acostumou-se aos fenômenos mediúnicos, encarando-os como fatos normais em sua vida já que, segundo ele, toda a família era constituída de médiuns. Entretanto, foi levado definitivamente ao Espiritismo pelos fenômenos provocados, em sua própria casa, pelo espírito Afonso Moreira, com o concurso da médium Maria Leopoldina Barros, conhecida como Mariquita. Afonso Moreira fora antigo amigo de seu pai e manifestava-se assobiando, conversando baixinho (fenômeno de voz direta), provocada batidas nas portas e janelas, além de aumentar ou diminuir a luz do lampião de gás de xisto betuminoso, comum nas casas daquela época.
Tais fenômenos duram aproximadamente cinco meses, após o que o Espírito Afonso Moreira despediu-se, informando que ia ser levado para um lugar que desconhecia. Entretanto, ainda uma vez manifestou-se, abrindo a porteira do curral e libertando o gado que lá estava, em virtude de ter ficado bastante zangado com a irmã do Dr. Canuto que, ouvindo-o bater na porta não a abriu, embora sabendo que se tratava dele.
Profundo conhecedor da História do Espiritismo no Brasil e no mundo, escreveu, em 1936, quando ainda circulava a revista “Metapsíquica“, órgão da Sociedade Metapsíquica de São Paulo, vários artigos abordando fatos ocorridos no Brasil até o ano de 1895, detendo-se com profundeza de detalhes na atuação do Dr. Adolfo Bezerra de Menezes à frente do movimento espírita em nosso país. Estes artigos foram publicados, em 1950, em forma de opúsculo, por ocasião da realização do 2.º Congresso Espírita do Estado de São Paulo.
Dr. Canuto Abreu possuía vasta cultura e sua biblioteca, especializada em metapsíquica, parapsicologia e assuntos correlatos, composta por mais de 10.000 volumes, é o atestado veemente da sua cultura.
O Dr. Canuto foi Diretor Geral da Sociedade Metapsíquica de São Paulo, entidade que posteriormente se fundiu na Federação Espírita do Estado de São Paulo. Foi expositor da Primeira Turma da Escola de Aprendizes do Evangelho, da mesma Federação, tendo tomado parte na elaboração de alguns dos livros usados naqueles cursos.
Os maiores pesquisadores espíritas de todos os tempos:
Pierre Leymarie, Conan Doyle, Canuto Abreu e Herculano Pires.
No ano de 1953, deu início, pelas colunas do jornal "Unificação”, órgão da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, à publicação de uma série de artigos sob o título “O Livro dos Espíritos e sua Tradição Histórica e Lendária”, o que fez até junho de 1954. Estes artigos, de suma importância, deveriam ser publicados em livro, o qual não chegou a sair a lume.
Em abril de 1957, no evento das comemorações do I Centenário de lançamento de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, o Dr. Canuto Abreu, que fazia parte da comissão organizadora das festividades do centenário, fez publicar, em edição bilíngüe, nos idiomas francês e português, o “Primeiro Livro dos Espíritos de Allan Kardec”, reproduzido-o na forma em que foi lançado pelo Codificador, no dia 18 de abril de 1857, traduzindo-o também para o vernáculo.
Como se sabe, aquela obra básica do Espiritismo foi sensivelmente refundida pelo próprio autor, quando da publicação da sua Segunda edição, em 18 de março de 1860, a qual se tornou definitiva.
Ao longo de sua vida laboriosa e de suas numerosas viagens ao Exterior conseguiu amealhar livros e documentos raros, formando imensa biblioteca. Durante a II Grande Guerra Mundial, quando os exércitos alemães invadiram a França, tornou-se depositário de alguns documentos históricos que estavam em poder da sociedade que dirigia os destinos do Espiritismo naquela importante nação européia.
O Dr. Canuto passou seus últimos anos de vida entre seus livros e documentos, sempre ativo e interessado em tudo. O Espiritismo muito lhe deve, pelo muito que fez em favor da divulgação dos seus postulados e pelo incomparável esforço em favor das pesquisas que formam parte da doutrina, no Brasil e no mundo.
Seu desencarne representou uma lacuna imensa nas fileiras do Espiritismo, difícil de ser preenchida, a não ser com a profunda saudade que ele deixou no coração de seus confrades espíritas, familiares e amigos.
Dr. Canuto Abreu, continuas a ser aí no espaço a memória viva dos faustos do Espiritismo. Que Deus te abençoe!
Dr. Silvino Canuto Abreu
Abençoe-nos Jesus, O Amigo Incondicional de Nossas Vidas!
Muita Paz!
Bruno.
( Novos Artigos sempre às Quartas-feiras e aos Sábados )
No artigo de hoje, saímos um pouco dos grandes temas doutrinários, das grandes biografias de espíritos de escol, para meditarmos naquela que para nós é a sublime das virtudes: A Esperança.
Na nossa modesta opinião, contrariando a sabedoria popular, a esperança não é a última que morre, a esperança não morre nunca, e aqueles que souberem esperar aguardarão as andorinhas em sua volta!
A Esperança é a embaixatriz dos céus a iluminar a nossa triste região das faixas negras, chamada Terra.
É o consolo dos aflitos, dos doentes, dos deserdados...
Musa inspiradora dos poetas, românticos, enamorados...
É apanágio dos santos, mártires e visionários.
Um dia me ensinaram que era a última a morrer.
Mas como a fênix grega a ressurgir das cinzas, a verdade é que não morrerá nunca, para nosso gáudio!
Fênix ressurgindo das cinzas
Espírita desde a adolescência, passamos momentos de dificuldades na vida, mas graças a esses princípios tão nobres e tão exatos, nada conseguiu nos abater, jamais.
A esperança inderrotável em dias melhores, nos fez atravessar o vale tenebroso da pérfida natureza humana, tão cheia de maldade e dissimulação.
Portanto queridos irmãos, vocês não estão a sós, do plano invisível mãos amigas estendem até vós o seu amor.
Anjos tutelares que patrocinam a vida sopram aos vossos ouvidos: Ama, espera, confia...
Tendes Esperança! Uma festa de bênçãos te espera!
Por mais escuro que seja o anoitecer, ninguém conseguirá deter a madrugada da tua redenção, da tua metamorfose em beleza, amor e paz.
Deus é infinitamente bom, pois encontra-se entre nós a Sublime Virtude dos Céus!
Um Sol de Esperança invade toda a Terra, trazendo o Curativo Divino para os corações partidos.
A Esperança é a diáfana e fluídica vestal!
A Esperança é a Noiva do Amor!
Abençoe-nos Jesus, O Amigo Incondicional de Nossas Vidas!
No artigo de hoje falaremos sobre um grande filósofo franciscano.
Muito jovem ainda, aos 19 anos, a vida me apresentou ao grande sábio italiano Pietro Ubaldi, através da leitura da sua monumental obra "A GRANDE SÍNTESE".
E me tornei um admirador inconteste da sua pessoa, bem como da sua obra.
Pietro Ubaldi jovem na Itália e depois no Brasil onde terminou sua obra
Ubaldi é tão excepcional, que deixou uma vida principesca, não aceitando a herança paterna, e foi viver como um humilde professor no interior da Itália, em Módica, na Sicília.
Sua inspiração desabrocha e atinge alturas quando recebe dentro de uma torrezinha, a "Tenuta Sto. Antônio", a obra já citada, que abalaria os ambientes espirituais da terra!
É quando em plena guerra na Europa, um dia quando caminhava pela estrada de Colle Umberto, lhe aparece as figuras veneráveis de Jesus e São Francisco.
Por causa da guerra, Jesus o informa que a sua missão o esperava para ser realizada no Brasil.
Pietro Ubaldi junto ao seu famoso quadro do Cristo (Psicopictografado)
Aí de forma impressionante veio um convite de um grande espírita, Clóvis Tavares, para que visitasse o nosso país.
E em 1951 Pietro Ubaldi, Missionário do Cristo, desembarca em terras brasileiras.
Clóvis Tavares e Pietro Ubaldi
Desembarque de Pietro Ubaldi, Discípulo do Cristo, no Brasil
Foi recebido de forma emocionada em Pedro Leopoldo por Chico Xavier, que em psicografia de Emmanuel o apresentava : "Pietro Ubaldi Interpreta o pensamento das altas esferas espirituais de onde ele provém!"
Que apresentação! Sem comentários...
O Prof. Pietro Ubaldi entre Clóvis Tavares e Chico Xavier
Chico Xavier recepciona o Prof. Pietro Ubaldi
E ele viveu, escreveu metede de sua obra e morreu no no nosso rincão, no nosso Brasil.
Hoje passados quase 40 anos de sua passagem, Pietro Ubaldi é o grande desconhecido, até mesmo por grande parte dos espíritas brasileiros.
O Encontro entre dois Gigantes do Pensamento: Herculano Pires e Pietro Ubaldi
Luciano dos Anjos (Camille Desmoulins reencarnado) com o Prof. Pietro Ubaldi
Por isso lembrei-me de ti, meu caro professor Ubaldi, por muito amar a tua obra e por sentir-me um discípulo teu.
Das altiplanuras aonde estiveres...
Me inspire, me assista...
Nos inspire e nos assista a todos nós!
Abençoe-nos Jesus, O Amigo Incondicional de Nossas Vidas!
**** AS TRAGÉDIAS COLETIVAS NA VISÃO ESPÍRITA ****
AUTOR: BRUNO TAVARES
Dona Zilda Arns
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Meus queridos irmãos
No artigo de hoje, diante da justíssima comoção mundial por causa da tragédia que acomete o Haiti, analisaremos na visão espírita o porquê Deus permite acontecimentos como esse.
Saindo de nossa praxe, colocamos na capa deste artigo, em forma de homenagem, a fotografia desse espírito de luz que é Dona Zilda Arns, diretora da Pastoral da Criança, desencarnada nesse flagelo que ceifou tantas vidas.
Dona Zilda Arrns - Uma Missionária
Destroços da igreja onde Dona Zilda estava no momento do terremoto
A discussão momentosa são os flagelos destruidores, os cataclismos, que surpreendem os homens, deixando-os atônitos, com a indagação quase geral: Por que, meu Deus?
Para se entender porque ocorrem os flagelos destruidores é preciso abstrair-se das coisas puramente materiais que compõem o curto espaço de uma encarnação, para adentrar através do pensamento no contexto da vida espiritual. Só assim o homem verá que até mesmo na destruição existe harmonia e equilíbrio, enquanto transformação regenerativa, porque tudo revela uma necessidade evolutiva que escapa aos olhos materiais, e que tudo tem uma razão de ser.
Dessa perspectiva, os flagelos são apenas transtornos inevitáveis no processo geral de evolução do planeta, porque eles propiciam, de um lado, a regeneração moral dos Espíritos, e de outro, a aceleração do progresso intelectual da humanidade. Tais flagelos naturais como as inundações, as intempéries que obstruem a agricultura, os terremotos, vendavais etc., são agentes transformadores da Terra, e que por certo haverão de ser amenizados no futuro, quando o homem, já mais espiritualizado, souber respeitar as leis da natureza.
Tsunami na Ásia
Tornado na América do Norte
Sempre que acontece algum cataclismo, seja de ordem natural, seja provocada pelo homem, de imediato a solidariedade é mobilizada. Mesmo assim, ficamos a pensar sobre o motivo de tanta dor? E nada dói mais do que a morte de seres queridos.
Entretanto, a nossa visão é limitada ao corpo. Quase nunca consideramos o Espírito imortal que teve a sua vestimenta carnal destruída, mas pode fazer da experiência um degrau que o eleve a patamares mais altos.
A pergunta persiste: mas Deus não poderia empregar outros meios menos dolorosos para apressar a evolução? Sim, e assim o faz, dando ao ser humano a condição de conhecer as leis naturais e os valores do bem e do mal.
O Mundo e até adversários políticos se mobilizam para ajudar
Contudo, como é difícil superar o egoísmo, em nome do Pai, a Natureza corrige o homem com o aparente castigo dos flagelos, como terremotos, maremotos, enchentes, seca, tufões, e, não raro, as disposições maldosas de mentes desequilibradas em atentados terroristas ou guerras.
Os flagelos destruidores, portanto, representam tão somente ajustes, que fazem parte do perfeito mecanismo dos mundos que povoam o Universo, onde cada inteligência tem o seu papel a cumprir, segundo os impulsos das leis divinas, que mantêm a unidade na Criação. Apesar do aparente mal que ocasionam, determinam significativas mudanças físicas, porque frequentemente alteram as condições de uma determinada região, proporcionando, no futuro, melhores condições de aproveitamento para a humanidade.
Conseqüentemente, beneficiam fisicamente o planeta, não apenas pela renovação de seus elementos, mas principalmente porque despertam no homem, pela dor, sua consciência religiosa, tanto para os que desencarnam em circunstâncias traumáticas, quanto para os que vivenciam as consequências dolorosas de tal devastação.
World Trade Center - O maior ataque terrorista da História
E o inocente, o homem de bem que também perece? Não é uma injustiça? Aparentemente, seria. Contudo, o que as leis divinas visam, é o progresso material e moral das pessoas e da região.
Um flagelo destruidor pode fazer com que os homens progridam muito mais rapidamente. Seus corpos foram destruídos, mas eles não são seus corpos, como o homem não é a sua roupa, ou o soldado a sua farda.
Assim como um bom general se preocupa com os seus soldados mais do que com os seus uniformes, o Mundo Maior se preocupa com os Espíritos, muito mais do que com os seus corpos.
Os flagelos são provas que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar a inteligência, de mostrar sua paciência e sua resignação ante a vontade de Deus, ao mesmo tempo em que lhe permitem desenvolver os sentimentos de abnegação, de desinteresse próprio e de amor no próximo, se ele não for dominado pelo egoísmo.
Além dos flagelos naturais, há os que decorrem da imprudência e ignorância do próprio homem, como o desmatamento, as poluições ambientais, a fome, a guerra etc. À medida que seus conhecimentos se alargam, que a Ciência se coloca ao seu alcance, o homem concebe meios adequados de prevenção ou neutralização de tais flagelos.
É assim que o caminho evolutivo a ser percorrido pelo Espírito será a conquista, não apenas da inteligência, que irá lhe conferir o bem-estar material ao contornar os transtornos físicos, mas principalmente promover a caridade, a fraternidade e a solidariedade entre todos seus irmãos, para assegurar finalmente seu bem-estar moral.
Dona Zilda Arns, missão cumprida. Deus a abençoe!
Abençoe-nos Jesus, O Amigo Incondicional de Nossas Vidas!